Tendências e dicas para Treinamentos

Uma pesquisa apresentada neste ano no ATD ICE (Association for Talent Development Internacional Congress & Exposition), maior congresso de treinamento e desenvolvimento de talentos do mundo, constatou que 81% das empresas (levantamento com 596 executivos de treinamento – de diferentes segmentos) já utilizam o “microlearning” como elemento complementar aos treinamentos presenciais e formais, seja como reforço, seja como oportunidade de gerar conhecimentos específicos.

Principal tendência mundial em treinamento, “microlearning” diz respeito ao emprego de conteúdos curtos, ou seja, pequenas “doses” de conhecimentos, direcionados ao público no tempo e local que lhe for mais conveniente. Dentre os formatos mais usados, estão vídeos rápidos, infográficos e também e-learning.

Identifiquei neste congresso em Atlanta que o crescimento do microlearning nas redes de franquias e varejo deve encontrar terreno fértil também no Brasil, pois, a oportunidade de disseminar conhecimento por todo o território nacional associada à facilidade tecnológica cria proximidade com os públicos. É uma maneira de distribuir, de modo eficiente, conteúdos relevantes para formar colaboradores cada vez mais capacitados e, sobretudo, atender a uma necessidade real das organizações de customização, de promoção de conhecimentos específicos, de acordo com a necessidade.

Já a “hiper customização” é uma solução que permite trabalhar necessidades individuais nos treinamentos, com a possibilidade de fornecer mais ou menos informações sobre determinados temas a um público específico, por meio de criação de conteúdos sob medida. Com esses recursos, passa a existir um ganho de efetividade e de satisfação com os treinamentos.

Compreendendo que o modelo tradicional de sala de aula, cuja ideia central é a transmissão de conhecimento do professor/instrutor para quem participa de treinamentos, não corrobora para um processo eficaz de ensino-aprendizagem, a proposta da sala invertida, ou flipped classroom, é colocar o participante como protagonista da construção de sua própria aprendizagem, sendo o professor um facilitador que o auxilia nessa jornada de conhecimento. Diante dessa perspectiva, o educador é quem passa a criar condições para o participante decidir como quer aprender, diferenciando conteúdos nos treinamentos que possam ser mais acessíveis e relevantes a ele, sem interferir, todavia, na autonomia de quem aprende.

Para direcionar as novas estratégias de treinamentos nas organizações, vale destacar ainda o papel da liderança e da neurociência, a fim de que o grupo tenha conhecimento do porquê uma estratégia importa e qual seu papel na execução.

Diante disso, apresento aqui outras dicas práticas para as redes de franquias e varejo:

  • Customize as capacitações de acordo com a necessidade das equipes da Franqueadora e da Rede.
  • Utilize vídeos com conteúdos curtos e use muita atividade prática nos treinamentos presenciais.
  • Otimize as interações presenciais utilizando pré-work e focando nas discussões em grupo.

O artigo completo pode ser acessado em nosso White Paper: Tendências e Insights para o Franchising & Varejo, disponível em nosso site: http://www.praxisbusiness.com.br/media/praxisbusiness-white-paper–6-edica0-2017.pdf

Leonardo Marchi, sócio-diretor de Educação Corporativa da Praxis Business – Franchising & Varejo.