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Loja Autônoma

Rodrigo Miranda, co-fundador e CEO da Zaitt, primeiro mercado 100% autônomo da América Latina, iniciou sua apresentação no evento “Praxis Summit: Transformação Digital no Franchising”, contando que a empresa começou como um aplicativo para entrega de bebidas e que esse serviço possivelmente foi uma das piores ideias da vida, por todas as dificuldades que envolvem o varejo físico, como os custos com folha de pagamento, dificuldade de escala, etc. Mas que todas as experiências acumuladas contribuem hoje para a tomada de decisão na empresa.

Entre as dicas compartilhadas, ele começou falando do “Tech In-house”. Em vez de ter um departamento isolado de TI, sugere que as empresas contem com profissionais de tecnologia nas mais diversas áreas. “É encrustar essas pessoas de desenvolvimento, de tecnologia, em cada área”, disse, reforçando a importância de construir uma empresa baseada em dados, não em achismos.

“Na minha visão transformação digital nem tem a ver com tecnologia, tem muito mais a ver com nossa visão do negócio em estar aberto a errar, em estar focado nos bons clientes, em dar autonomia para as pessoas criarem, testarem de maneira rápida. E depois entramos com a tecnologia, com as ferramentas, para acelerar todo esse processo”.

Formado em Engenharia, sempre gostou de automação, mas toda a ideia por trás da Zaitt não nasceu assim. Atuando no varejo físico, concluiu que a conta não fechava, que os investimentos eram elevados, e também os riscos. Foi nesse contexto angustiante que veio uma saída interessante:

“E se a gente fizesse uma loja bem pequena, automatizada, que não precisasse ter nem espaço para caixa?  E se a gente pegar aquele aplicativo nosso e adaptar? Deixa a pessoa entrar, pegar o produto, e ela se responsabiliza por pagar.”

Assim nasceu a Zaitt 1.0, funcionando a um ano e meio em Vitória-ES, da seguinte forma: você baixa o aplicativo, lê um QR Code, a porta libera a entrada, pega os produtos, lê os QR Codes, e o pagamento é debitado no cartão de crédito.  Em novembro de 2018, com um ano de operação, a loja quadruplicou o faturamento e a empresa atingiu o ponto de equilíbrio.

Ele e seus sócios logo perceberam que o maior volume de vendas ocorre depois das 22h, quando não há tanto lugar para fazer compra no varejo físico. Então agora a loja funciona com precificação dinâmica.  Outra evolução é entrada e saída da loja com identificação facial, e tecnologia RFID, substituindo os QR Code e agilizando a compra.

Há poucos meses, decidiu que não seria uma varejista, mas uma plataforma. O principal foco é oferecer aos varejistas uma série de tecnologias e ferramentas para a criação de lojas autônomas.

Quer saber mais sobre este assunto?

 Praxis Summit: Transformação Digital no Franchising.https://conteudos.praxisbusiness.com.br/e-book-praxis-summit