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Entre Marcas e Consumidores

Jean Carlo Klaumann, vice-presidente de digital e omnicommerce da Linx, levou para o evento “Praxis Summit: Transformação Digital no Franchising” as experiências acumuladas ao longo de dez anos com transformação digital, descobertas e resultados, em uma apresentação rica de dados e informações. 

O e-commerce mundial hoje tem penetração de 12,8% do varejo global. No Brasil, a taxa de penetração é de 5% e a taxa de conversão é de apenas 1,4%. No entanto, 90% de tudo o que é comprado, começa com uma busca no mundo online.

“O que temos de fato é uma influência do online, no desejo, na opção pelo produto. Mas a compra, mais pragmática, ainda acontece no varejo físico. O que de fato mudou significativamente é a influência do online na decisão de compra”, disse. 

No Brasil, o e-commerce ainda tem muito espaço para evoluir. Os brasileiros são os usuários mais conectados e navegam cerca de 9 horas por dia. 

Falando sobre tendências, entre vários exemplos, trouxe dados também de pesquisas do mercado norte-americano, no qual 75% dos respondentes afirmaram que retirariam o produto na loja para ter frete grátis (fonte: survey cisco). E para que haja, de fato, um aumento nas vendas na loja física devido à experiência omnichannel, é preciso colocar em prática outras ações, como revisitação do layout da loja e incentivo à compra de algum item a mais na loja física. 

Na experiência omnichannel, cada empresa passa a ter pelo menos três DREs (Demonstrativo de Resultado do Exercício): ela continua sendo loja, ela atua como Centro de Distribuição, sendo um operador logístico importante,  e vai se transformar num showroom.

Trouxe o exemplo da Centauro, cujas vendas ocorrem 82% pelas lojas físicas e 18% pelo online, sendo que 53% da venda online só aconteceu devido à experiência omnichannel.

“Ou seja, o e-commerce vendeu para que a loja entregasse”, disse.

“O principal aprendizado para o mundo de franquias: a construção de uma Câmara de Compensação Financeira que discuta toda a operação financeira,  fiscal e contábil, entre uma operação de venda entre CNPJs distintos. 

O e-commerce fez a venda, o franqueado fará a entrega: com quem ficou o custo financeiro? Onde o cliente passou o cartão de crédito? No momento da compra ou no momento da retirada? Os 2%  que ele vai deixar para o cartão, quem pagou? Quem pagou o frete? O e-commerce ou a loja? Quem ficou com o custo fiscal? E a partir daí, que acordo foi estabelecido? Se você vender meu estoque, quanto eu te pago? E se o cliente for até a loja, e devolver metade do pedido?

E você tem que ter ferramenta transparente para isso, de quanto cada parte tem a receber e a pagar.”

Quer saber mais sobre este assunto?

 Praxis Summit: Transformação Digital no Franchising.https://conteudos.praxisbusiness.com.br/e-book-praxis-summit