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Cultura Digital e Tendências em Transformação Digital

Pedro Englert, CEO e sócio da StartSe, abriu sua palestra contando que o Vale do Silício é como uma viagem ao futuro. Uma oportunidade de entender o que está acontecendo no mundo dos negócios. “Nunca foi tão fácil criar negócios. A distribuição nunca foi tão fácil. E os clientes nunca estiveram tão abertos a experimentar marcas pequenas”, disse.

Comentou sobre algumas angústias dos tempos atuais. Em um contexto imprevisível, como saber onde investir? Afinal, qual negócio será bem-sucedido daqui a 10? Como devemos educar nossos filhos para o mercado de trabalho do futuro? Quais as habilidades que precisamos desenvolver nas crianças?

“E a sensação de quanto mais a gente aprende, mais falta aprender, e que sempre tem coisas novas surgindo. Já acorda devendo”, destaca. 

Comparando as mudanças significativas no mercado na última década, reforçou que antes era comum as organizações fazerem grandes campanhas que direcionavam o cliente até para o que ele deveria comprar. Não havia outras alternativas. Mas, atualmente, isso não faz mais sentido. 

“As empresas ainda têm uma perspectiva muito delas. Falam sobre elas. Como se elas estivessem no centro. É a partir do cliente que tenho de criar soluções. E se propor a resolver alguns problemas de forma diferente. Hoje um Nubank consegue competir com o Itaú”, afirmou. 

Empresas menores vêm causando grandes disrupções no mercado. O especialista afirmou que se antes para empreender era preciso ter dinheiro ou ser maluco, agora há ciência e ficou barato.  “25% das empresas deixarão de existir ou perderão a relevância em 10 anos”. 

 “Um ecossistema empreendedor tem 3 características: capital; know how, rebeldia.

Uma empresa que tem muito capital e conhecimento, sem rebeldia, faz ganhos incrementais.

Uma empresa que tem muito capital e muita rebeldia, sem conhecimento, faz besteira.

Uma empresa com conhecimento e rebeldia, sem capital, não faz nada.

A gente precisa permitir que o ecossistema aconteça. Respeitar a diversidade. Inclusive respeitar a rebeldia do jovem, e a sabedoria dos mais velhos. Por isso empresas muito hierárquicas, burocratizadas, portas fechadas, os diretores que decidem, não vão funcionar. É preciso criar um ambiente dinâmico, e que permita que as ideias se choquem”.

Dentro desta nova realidade dos negócios, é importante, destaca, buscar conhecer quais são os novos modelos de negócios que estão surgindo e impactando diretamente, e como se inspirar para evoluir. O modelo de gestão atual precisa evoluir. Empresas burocráticas e lentas, com intolerância ao erro, desestimula os profissionais, e não inova, não dá passos. 

“Não existe inovação sem erro. Se eu vou experimentar um caminho que eu nunca percorri, como vou saber se vai dar certo ou não vai dar certo? A gente não tem mais o direito de ser conservador. De todas as tecnologias a que devo mudar primeiro é a de gestão.”

Durante sua apresentação, Pedro Englert forneceu muitas dicas práticas aos participantes, destacando que empresas de sucesso têm algumas características comuns. Uma delas é a compreensão de que “contexto é melhor do que controle”.

Na gestão tradicional, falava-se sobre planejamento, comando, controle. Poucos planejam, dão as diretrizes e controlam o que está sendo feito. Num mercado com cliente sem poder, concorrência definida, isso funcionava.  Já no mercado volátil, incerto, com novas tecnologias surgindo, e cliente com muito poder, é impossível controlar tudo isso. 

“A empresa tem que se quebrar, dar poder e autonomia para quem está trabalhando com ela. Ou vai ficar para trás. Não tem super-homem. Precisa dar o contexto ao time, e deixar que o time avance, com inteligência, e alinhado com riscos e benefícios. Controlar é muito caro. Preservar é avançar. Não dá pra ser conservador”, disse o especialista, falando também sobre liberdade com responsabilidade e que a alternativa é acreditar nas pessoas, confiar em seu time, dar autonomia para tomar decisões, alinhando interesses. 

 “Ouço muita empresa dizendo que quer ser uma startup. Isso é uma bobagem. Startup é uma empresa que quer validar um modelo de negócio. Uma empresa já validou. É muito mais legal ser uma empresa do que ser uma startup. Mas uma startup tem um jeito mais legal de construir os projetos do que as empresas tradicionais. Testa rápido, valida rápido. O negócio tá de pé? Escala”, finalizou. 

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