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7BOAS PRaTICAS EM TREINAMENTOS DE FRANQUEADOS E EQUIPES

Boas práticas em treinamentos de franqueados e equipes

Nos últimos anos, nossa Pesquisa de Benchmark em Gestão de Redes de Franquias, realizada anualmente e que conta com a participação de mais de 100 Franqueadoras, vem apontando um desafio comum para a maior parte delas: o perfil inadequado do Franqueado. E quando investigamos mais de perto, constatamos que a dificuldade diz respeito ou a falta de conhecimentos importantes, como gestão financeira para operar o negócio (hard skills), ou a aspectos comportamentais dos empresários na Rede, como: baixa produtividade, proatividade, atitude, disciplina, resiliência (soft skills). Em um caso ou outro, a questão é que são habilidades que podem ser treinadas e desenvolvidas.

Nossos estudos mais recentes têm mostrado que alguns traços de personalidade podem até contribuir, mas não são fatores determinantes, para que alguns franqueados sejam mais proativos do que outros, tenham mais iniciativa e atitude. A capacidade de liderança e o comportamento empreendedor, entre outras soft skills, podem ser desenvolvidos, apesar de personalidade, temperamento, história de vida e experiências prévias. Mas não é uma tarefa simplista. Exige um Plano de Treinamento bem elaborado, estruturado, que identifique necessidades e proponha soluções inovadoras e criativas, com conteúdo relevante, privilegiando a vivência prática.

Lidamos com um público adulto, empreendedor, com um jeito próprio de aprender, de se atualizar e se envolver. Por essas razões, jogos empresariais, simulações tecnológicas, gamification, atividades lúdicas, vivenciais e experienciais, design thinking, entre outras propostas que valorizam a criatividade e a construção coletiva devem ser valorizadas no programa de treinamento de uma Rede de Franquias.

Leonardo Marchi é sócio-diretor de Educação Corporativa.


Marília Saveri é sócia-gestora de Marketing.